Quando o produto precisa chegar congelado e não há freezer no caminho, o gelo seco resolve: ele mantém o frio a cerca de −78,5 °C, não depende de energia elétrica e não deixa água de degelo na embalagem. Este guia reúne o essencial para usar bem.
Quando o gelo seco é a escolha certa
- Congelados na última milha: delivery de sorvete, açaí, carnes, peixes e refeições congeladas.
- Amostras e materiais de laboratório que precisam permanecer congelados.
- Eventos e feiras, onde não há freezer disponível.
- Viagens levando congelados para outra cidade, praia ou sítio.
E quando não é: produtos que devem ficar resfriados, mas não congelados (por exemplo, entre 2 °C e 8 °C) podem congelar perto do gelo seco. Nesses casos, a embalagem precisa de projeto térmico específico — ou outro tipo de refrigerante.
Como montar a embalagem
- Caixa de isopor de parede grossa, do tamanho mais justo possível para a carga.
- Produto já congelado no fundo. O gelo seco mantém o congelamento; não é ideal para congelar do zero no caminho.
- Gelo seco por cima, separado do produto por papelão ou papel. O ar frio desce e envolve a carga.
- Preencha os vazios com papel — menos ar, menos perda.
- Feche sem vedar totalmente. O gás precisa sair; caixas hermeticamente fechadas podem estourar.
- Identifique a caixa com “contém gelo seco”.
No veículo
- Transporte na área de carga ou no porta-malas, com a caixa firme.
- Em carros, mantenha ventilação. Evite trajetos longos com caixas de gelo seco na cabine fechada: o CO₂ se acumula.
- Ao chegar, abra o compartimento de carga e deixe ventilar antes de entrar ou se debruçar sobre as caixas.
Envio por avião ou transportadora
O gelo seco é classificado para transporte (UN 1845) e tem regras próprias de embalagem, identificação e quantidade máxima no transporte aéreo e em muitas transportadoras. Consulte quem fará o envio antes de despachar.
Como estimar a quantidade
A conta depende de:
- tempo total até o destino (incluindo esperas);
- tamanho e espessura da caixa;
- volume e temperatura do produto ao embalar;
- temperatura externa ao longo da rota;
- quantas vezes a caixa será aberta no caminho.
Com esses dados, a DC indica a quantidade por embalagem. Para operações recorrentes, vale padronizar caixas e rotas — assim a quantidade fica previsível. Veja a página de gelo seco para transporte e o atendimento para empresas.
Para entender como cada fator afeta a duração, leia também quanto tempo dura o gelo seco.